Serviço de Utilidade Pública - Lei Municipal nº 5096/2011 de 24 de Novembro de 2011
Criado por Adriano Araújo e Emmanuel Sousa
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Hoje prestamos uma homenagem ao futuro centenarista de Campina Grande, o Campinense Clube, que em 1915 completará 100 anos. Graças ao magnífico acervo de Mércia Lima, retornamos ao ano de 1918, época do futebol amador quando inclusive o Treze Futebol Clube, o grande rival da raposa, ainda não tinha sido fundado. A imagem a seguir é desse ano:



Na época, o ainda "Campinense Club" disputava apenas amistosos municipais ou intermunicipais, pois o Campeonato Paraibano era um campeonato apenas da Capital do Estado, disputado por equipes de João Pessoa.

Um pouco depois dessa imagem, o Campinense paralisaria seu futebol, retornando apenas no final dos anos 50, quando tornaria-se em definitivo a "Raposa Feroz", de tantas conquistas em nosso futebol. Sobre esse fato, o pesquisador sobre nosso futebol, professor Mario Vinicius Carneiro nos relatou: "Quanto a extinção do departamento de futebol nesta primeira fase do Campinense, isto aconteceu pelas constantes brigas em seus jogos, conforme está relatado no Jornal da Paraíba, edição de 23/01/75, sendo reorganizado em 1954 pelo Dr. Gilvan Barbosa, contando com a ajuda, outra vez, de Bióca, que convidou jogadores que estavam sem oportunidade no Treze",

Professor Mário, assíduo colaborador do RHCG ainda nos contou outras curiosidades sobre a foto:

1 - O centenário do Campinense Clube refere-se a fundação como clube social. O departamento de futebol surgiu em 1918 e foi extinto, conforme anotação de Antônio Bióca, desportista TAMBÉM fundador do Campinense, em 1919. Quanto aos 90 anos do Treze, em 2015, é preciso lembrar que o departamento de futebol ficou, também, inativo entre 1930 a 1937. Logo, ambos os clubes apresentam hiatos na atuação da prática desportiva.

2 - Não é pelo fato de não ser visível o escudo na camisa que esta equipe não possa ser o Campinense de 1918. Se for por este aspecto, há várias fotografias na história do Treze em que o escudo inexiste. No dia em que Nilton Santos jogou pelo alvinegro, não havia escudo no uniforme.

Escudo do Campinense Clube em 1919
(Foto encontrada no blog do Campinense)

3 - A base para a formação da equipe do Campinense e, mais tarde do Treze, foi o América, fundado por Bióca em 1916. Com quatro níveis (principal, aspirante, juvenil e infantil), foi o celeiro de jogadores para os clubes dos anos 20 e 30.

4 - Quanto a escalação da foto, baseada em outra que tenho no meu acervo, identifiquei quase todos os integrantes, exceto alguns. Salvo engano, eis a escalação, onde os não-identificados são marcados pelas letras "NI" . De pé, da esquerda para a direita: NI, NI, Diógenes, Biu Capiba, NI, José Rocha, Dino Belo, Lafaiete Cavalcante (Bandeira); Ajoelhados, no mesmo sentido: José Barbosa, NI, NI, Henrique, Felizardo Dantas.

11 comentários

  1. Anônimo on 29 de novembro de 2014 12:18

    Em respeito a História, onde está o escudo/emblema que PROVA que esse time é o Campinense ? Não seria um time amador de Campina Grande e dizem que é o Campinense só para forçar a barra de um centenário inexistente ?A foto,original, comprovada, do primeiro time do 13 Futebol Clube em 1925 existe, o escudo/emblema está lá para quem quiser ver. Outra: O "Campinense" aparece em 1915, joga até 1918 e só retorna na década de 1950 ! Onde estão os 100 anos ? Reconhecemos o valor do Campinense que, junto com o 13, forma um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Mas querer impor um Centenário só para dizer que é 10 anos mais velho que o Treze (que em 2015 completa REAIS 90 anos de fundação/atuação) é pensar que o povo de Campina é besta, mas não é não.

     
  2. Anônimo on 29 de novembro de 2014 13:12

    Alguém pode declinar o nome de TODOS os que aparecem nesta foto ? Na foto do Treze em 1925 TODOS estão identificados.
    Acho mesmo que houve um engano, não são CEM anos do Campinense, na verdade é SEM anos.

     
  3. Quinho on 29 de novembro de 2014 15:31

    Anônimo (por favor se identifique), este era o escudo do clube na época. Veja este link: http://1.bp.blogspot.com/-Ah3ZccR94HA/UJ_QIBGi_yI/AAAAAAAAA_A/uhxhuPp8ACk/s1600/486268_337608346338499_1091584111_n.jpg . No próximo ano, se estará comemorando o centenário do Clube e não do time de futebol. Porém, mesmo amador, o campinense formou um time de futebol antes que o Treze. Esta é a história, mesmo que você não queira.

     
  4. Anônimo on 29 de novembro de 2014 17:24

    Por que o préa parou?
    Faltou filme foi?
    Ou não existia o time?
    É mais uma falácia flácida para acalentar bovino!

     
  5. o broco on 29 de novembro de 2014 19:45

    todo corno trezeano tem que se meter na historia do campinense e pior nem se identificam

     
  6. Genaldo Souto on 29 de novembro de 2014 19:51

    Na minha visao existe um fato histórico, do Campinense haver surgido como clube social e posteriormente ter organizado o time de futebol .por exemplo quem lembra do Beira Rio EC, do Buraco da Gia , hoje Rosa Mistica! quando garoto acompanhava os jogos de fim de semana na maioria amistosos! pra finalizar quero prestar minha homenagem a duas pessoas amantes do futebol amador, seu Lourival Dono do Beira e seu filho Nilton , que atuou pelo Beira e pelo Campinense anos 79/80 do memorável Bicampeonato paraibano de tantas glorias. registro isso amigos pra dizer que uma pessoa apaixonada , em toda sua simplicadade produziu ou deu vida a um garoto, despertando tantos sentimentos, e participou efetivamente da historia do Campinense clube, mantendo a chama acesa ate hoje em meu coraçao, Rubro Negro, as quais eram as cores do Beira Rio EC de seu Lourival. ali no Graminha do alto branco pude ver por diversas vezes Nilton,Timbó e Zé Carlos Macaé, essa e que e a Historia! Genaldo Souto

     
  7. Anônimo on 29 de novembro de 2014 20:38

    Identifiquei um atleta do campinense na foto: é "Ratinho" que aparece na foto na extrema direita ao lado de um homem de terno e chapéu.
    Ele morreu e reencarnou e hoje vive perturbando pelas ruas de campina, notadamente na praça da bandeira.
    E ainda querem dizer que a raposa não tem tradição.

     
  8. cleudo on 30 de novembro de 2014 14:38

    Indiferente ao amor clubista,ao invés de criticar qualquer reportagem,temos mais é que exaltar este Blog,pela contribuição historica a cidade de CAMPINA GRANDE.Moro em São Paulo há muitos anos e hoje acompanho RETALHOS HISTORICOS,e lendo-o encontrei o museu virtual do JOBEDIS(in memoriun)verdadeira enciclopedia do futebol amador campinense,e gostaria de saber se alguém deu continuidade ao seu trabalho,pois o mesmo escrevia de forma brilhante.

     
  9. Mário Vinícius on 30 de novembro de 2014 17:46

    Sem querer ser o dono da verdade, gostaria de tecer algumas considerações sobre a foto.

    1- Concordo que o centenário do Campinense Clube refere-se a fundação como clube social. O departamento de futebol surgiu em 1918 e foi extinto, conforme anotação de Antônio Bióca, desportista TAMBÉM fundador do Campinense, em 1919. Quanto aos 90 anos do Treze, em 2015, é preciso lembrar que o departamento de futebol ficou, também, inativo entre 1930 a 1937. Logo, ambos os clubes apresentam hiatos na atuação da prática desportiva.

    2 - Não é pelo fato de não ser visível o escudo na camisa que esta equipe não possa ser o Campinense de 1918. Se for por este aspecto, há várias fotografias na história do Treze em que o escudo inexiste. No dia em que Nilton Santos jogou pelo alvinegro, não havia escudo no uniforme.

    3 - Quanto a extinção do departamento de futebol nesta primeira fase do Campinense, isto aconteceu pelas constantes brigas em seus jogos, conforme está relatado no Jornal da Paraíba, edição de 23/01/75, sendo reorganizado em 1954 pelo Dr. Gilvan Barbosa, contando com a ajuda, outra vez, de Bióca, que convidou jogadores que estavam sem oportunidade no Treze.

    4 - A base para a formação da equipe do Campinense e, mais tarde do Treze, foi o América, fundado por Bióca em 1916. Com quatro níveis (principal, aspirante, juvenil e infantil), foi o celeiro de jogadores para os clubes dos anos 20 e 30.

    5 - Quanto a escalação da foto, baseada em outra que tenho no meu acervo, identifiquei quase todos os integrantes, exceto alguns. Salvo engano, eis a escalação, onde os não-identificados são marcados pelas letras "NI" . De pé, da esquerda para a direita: NI, NI, Diógenes, Biu Capiba, NI, José Rocha, Dino Belo, Lafaiete Cavalcante (Bandeira); Ajoelhados, no mesmo sentido: José Barbosa, NI, NI, Henrique, Felizardo Dantas.

    Espero que tenha ajudado a esclarecer algumas dúvidas sobre a foto, feita no Campo dos Currais, onde hoje está o Mercado Central.

     
  10. Anônimo on 1 de dezembro de 2014 00:22

    E sobre o Barcelona do Zepa, nada ?

     
  11. J.Cesar Gomes de Oliveira on 16 de julho de 2015 13:27

    Julio Cesar
    Esta foto é de 1917, é a primeira formação da equipe. O goleiro é Severino Capiba aos 20 anos de idade (Pouco depois tornou-se diretor do clube). Embora o clube se chama-se Sociedade Recreativa Campinense Club, o departamento de "foot-ball" era chamado de Sport Club Campinense e foi mantido até 1920. Nesta época, o Campinense era o principal clube social do interior da Paraíba e agregava além do futebol, atividades como golf, bilhar e pôquer entre os sócios. Também se destacava por ter uma ampla biblioteca e nela, um clube literário. Entre as atividades de entretenimento, devido a presença da família Capiba nos seus quadros, tinha aulas de música e uma animada banda de Jazz que tocava durante os bailes dançantes, realizados sempre aos sábados.
    Foi a primeira equipe de futebol de Campina Grande a excursionar para outro estado, enfrentando o principal clube de Timbaúba-PE. Em 1920, disputou o Campeonato da União Desportiva Campinense (UDC), futura Liga Campinense de Futebol, onde sagrou-se vice-campeão da cidade ao perder o titulo para o América. O time de futebol foi desativado, depois que um torcedor, após uma briga, foi assassinado. Embora o crime, ao que tudo indica tenha motivação politica devido aos desentendimentos entre o partido Conservador e o Partido Liberal de Campina Grande. O presidente do clube decidiu extinguir o time por motivos de segurança de seus sócios,

     


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