A sociedade campinense ainda lamenta, quase que 60 anos depois, a agonia e morte do eterno Félix Araújo, jovem político de intelectualidade ímpar, promessa certa de grande líderança estadual ao seu tempo, outrossim não fosse acometido pela truculência do seu algoz, João Madeira, no dia 13 de Julho ano de 1953, que lhe atingira com um tiro, pelas costas, levando-o a agonizar por 14 dias até seu óbito, no dia 27 de Julho do mesmo ano, na Casa de Saúde Dr. Francisco Brasileiro.
João Madeira, o autor do delito, era guarda-costas do então prefeito Plinio Lemos. Aliás, após balear Félix, o facínora correu em fuga para se esconder na residência do seu empregador, situada à Rua João da Mata, onde foi preso pela polícia horas mais tarde.
Em vistas do clima de comoção que inundara Campina Grande por conta do, até então, atentado contra Félix, João Madeira foi mantido isolado dos demais presos e removido para o presídio de João Pessoa, sendo trazido eventualmente para Campina Grande para prestar esclarecimentos.
Em um desses dias, foi necessário seu pernoite no Presídio do Monte Santo. O, agora, asssassino de Félix Araújo, foi trucidado na cela da prisão por outros detentos, à noite, no dia 09 de setembro de 1953, tendo sido morto à golpes de facas e cacetes, pelos presos: Luiz Queiroz, José João, José Camelo, Cícero Caetano, Manoel “Doutor”, Severino Branco e “Santo Aguardenteiro”, segundo diz Josué Silvestre em seu livro Lutas de Vida e de Morte.
A foto acima foi extraída do Blog Tataguaçu, da História Queimadense, editado por José Ezequiel Barbosa Lopes, e se trata da reconstituição do assassinato de João Madeira no Presídio do Monte Santo, sendo possível visualizar os protagonistas da morte do algoz de Félix na imagem, sendo o personagem central, vestido de branco, o queimadense José João, alvo da postagem original de Ezequiel em seu blog.
Blog Tataguaçu
http://tataguassu.blogspot.com/2010/04/morte-de-felix-araujo.html

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Uma pena que a "política pelo sangue" persista nos dias de hoje, não apenas no Brasil, mas no nosso estado, e sendo mais específico ainda, em nossa cidade. Eu era uma criança, no entanto me lembro de todo o caos que circundou nosso município quando o "poeta da bala" Ronaldo Cunha Lima atirou em Tarcísio Burity. Ações como essas são lamentáveis.